Jovem português é tradutor no Shanghai SIPG de André Villas-Boas

Quarta, 09 de Agosto de 2017

Formado em mandarim pelo Instituto Politécnico de Leiria, Luís Lino é peça essencial na equipa técnica do treinador português. "Para o que [Villas-Boas] precisar, estou sempre pronto", afirma

Jovem português é tradutor no Shanghai SIPG de André Villas-Boas

Não está dentro de campo a tentar marca ou evitar golos, mas foi um importante reforço para a equipa chinesa do Shanghai SIPG, treinado pelo português André Villas-Boas. Luís Lino, de 25 anos, é formado em mandarim pelo Instituto Politécnico de Leiria (IPL) e o treinador português levou-o para a sua equipa técnica para trabalhar como tradutor.

"Nem queria acreditar", recorda Lino, 25 anos, sobre o convite para integrar o 'staff' de Villas-Boas como intérprete para chinês. "Isto caiu-me do céu", diz, citado pela Lusa.

"Para o que [Villas-Boas] precisar, estou sempre pronto", afirma o jovem que anteriormente trabalhava como guia no museu do FC Porto. "Para o que [Villas-Boas] precisar, estou sempre pronto", disse, salientando que também ajuda o departamento médico ou “até em coisas muito pequenas” como tratar de documentação, do visto ou de documentos de viagem dos jogadores.

O jovem tradutor considera que, no início, esta aventura “foi um bocado difícil”, por causa do desconhecimento sobre o vocabulário em chinês usado no futebol. Mas com a prática e compreensão da equipa técnica liderada por André Villas-Boas tudo ficou mais fácil, garante Luís Lino. "Sou um português, a tentar traduzir para chinês. Não para a minha língua nativa", lembra, já que os restantes tradutores da equipa são todos chineses.

Luís Lino, que colocou de parte a ideia de tirar um curso de jornalismo em favor da aprendizagem de uma língua “exótica” e “muito rentável”, diz que estudar chinês exige "muito esforço e dedicação", mas que não se trata de um "bicho de sete cabeças".

"Como é uma língua que não estamos habituados a ouvir no dia a dia, muitas pessoas têm uma noção errada. Quando [os estudantes] começam a aprender como é que o chinês funciona, quais é que são os hábitos que levam a uma boa aprendizagem, a maior parte dessa mística desaparece e torna-se uma língua tão acessível como qualquer outra", acrescenta.

Recorde-se que além da equipa técnica, no Shanghai SIPG atuam quatro jogadores que falam português: os brasileiros Elkeson, Hulk e Oscar e o defesa central português Ricardo Carvalho.

 

Por Redação